Robinson afirma que governadora mentiu em propaganda institucional


(Foto: publicação)

O ex-governador Robinson Faria (PSD) usou sua conta no Instagram, na manhã desta segunda-feira (15), para desmentir à propaganda institucional do Governo Fátima Bezerra (PT).

Sob o título “Um democrata tolera críticas, mas não pode aceitar mentiras”, Robinson afirma que, quando deixou o governo, o projeto já tinha sido prorrogado até 2021, com aprovação do Banco e pelo avalista do empréstimo, que é o Governo Federal.

Veja a postagem na íntegra:

Eu apoiei Fátima no segundo turno por entender que ela era a melhor das duas opções que restaram. Não condicionei isso a nada. Sinceramente, nem esperei gesto de reconhecimento dela. Agora tenho que tolerar, em silêncio, suas críticas e ataques desde que ela assumiu. Mas não posso aceitar mentiras! .

Ela dizer em sua propaganda que o projeto do Banco Mundial estava se encerrando e que foi ela quem o salvou, não é verdade. Eu deixei a prorrogação desse projeto até 2021 já aprovada pelo Banco e pelo avalista do empréstimo, que é o Governo Federal, a quem coube a palavra final. E ficou quase metade do dinheiro disponível pra ela aplicar, pra ela dar continuidade às obras em andamento ou previstas para esta etapa final.

Aliás, isso foi comprovado pelo próprio diretor do Banco, Martín Raisen, quando veio ao RN no final do meu mandato, em entrevista à InterTV Cabugi.

Fátima foi ao banco depois de eleita, sim, justamente porque eu pedi que isso fosse recomendado a ela. Meus auxiliares a avisaram que o Banco esperava a afirmação de compromisso do novo governante eleito para que não houvesse riscos de ‘solução de continuidade’ do projeto.

Fiz a mesma coisa com os chineses da Chint – fábrica de placas solares, dentro do processo de transição. Tudo pra dar plenas condições de continuidade aos projetos relevantes que precisavam seguir independentemente de quem fosse o governo. Fiz isso pensando grande, pensando no RN.

Apesar de todos os problemas financeiros por que passam os estados, eu deixei um grande legado de obras concluídas – estradas, escolas, hospitais, centrais do cidadão, centro de convenções, bibliotecas, restaurantes populares, viadutos, aeroporto, teatros, viaturas e equipamentos para as polícias entre várias outras coisas. E um grande número de obras em pleno andamento, como as barragens e mais estradas, com um detalhe: todas com recursos disponíveis para a sua continuidade e conclusão.

Qual a dificuldade em ela reconhecer isso? Fale dos problemas mas se é pra ser justa reconheça também o que eu deixei de realizações e recursos assegurados.

Fátima tem um grande desafio pela frente: reequilibrar o estado e dialogar com o governo federal e com os partidos para cumprir os muitos compromissos que ela assumiu na campanha. Rogo e torço que ela consiga. Até porque ela tem as condições políticas que eu não tive. E porque é isso que o RN precisa, espera e merece.

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De “Bostobras” e outros dejetos

Por Paulo Afonso Linhares

Uma das grandes decepções de setores do empresariado brasileiro que coadjuvaram o golpe de 1964, que apeou do poder o presidente João Goulart, foi descobrir que os protagonistas fardados, embora raivosos direitistas, eram empedernidos nacionalistas e fiéis defensores do Leviathan.

Claro, no começo o economista-mor Roberto Campos, jocosamente chamado de “Bob Fields” por sua indisfarçável americanofilia (aliás, avô do atual presidente do Banco Central), conseguiu impor uma agenda liberal muito ao gosto de Wall Street, entre 15 de abril de 1964 até 15 de março de 1967, quando o presidente marechal Castelo Branco foi substituído pelo marechal Arthur da Costa e Silva, da linha-dura militar, ultranacionalista e defensora de uma Estado forte e intervencionista. 

Cerca de dois anos depois, esse mesmo segmento se firmou no poder ditatorial quando, em circunstâncias misteriosas, defenestrou do poder Costa e Silva e impediu que o seu vice, o civil Pedro Aleixo, o substituísse. Uma junta militar, composta por representantes do Exército, Marinha e Aeronáutica, passou a governar o Brasil e logo a ordem constitucional desenhada na Carta de 1967 foi implodida com a ‘constitucionalização’ de instrumento de exceção - o Ato Institucional nº 5 - que somente teve como paralelo o esdrúxulo Poder Moderador da Constituição Imperial de 1824. 

Com o governo Geisel, iniciado em 1974, teve início um novo ciclo econômico caracterizado pela retomada, noutras bases, do desenvolvimentismo dos governos antes de 1964, tendo como ideia-força a fortíssima presença estatal na estrutura de base da economia, sobretudo, nos setores de transportes, telecomunicações, energia elétrica e petróleo. E foi o momento de surgimento, na esteira da velha Petrobrás, das diversas outras ‘bras’, para espanto de liberais de vários matizes: Telebrás, Eletrobrás, Nuclebrás etc.

A propósito, conta-se que numa circunspecta reunião ministerial, Shigeaki Ueki, então poderoso ministro das Minas e Energia, sugeriu ao presidente Geisel a criação de um programa de aproveitamento de esterco na produção de energia a partir do biogás. Foi quando o poderoso ministro do Planejamento, Mário Henrique Simonsen, que não era um liberal, com aquela indefectível cara eterna de ressaca, embora genial economista e bem sucedido banqueiro, abalou a todos, sobretudo, o luterano Geisel, quando afirmou: “Criaremos a Bostobras. Perdoem-me a indiscrição, mas, se tivessem me dado a oportunidade, eu sugeriria um outro nome…” Pano rápido.

Bom, essa conversa comprida de resgate histórico cai como uma luva neste momento vivido pelo Brasil, na era bolsonaro. E ajuda a decodificar uma série de episódios recentes caracterizados por uma servil obediência aos interesses norte-americanos segundo a (ridícula) fórmula “O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil”,  a infame e gosmenta frase do embaixador  Juracy Magalhães, nos anos iniciais da ditadura militar.

Nessa mesma linha, os maneios entreguistas do ministro Ernesto Araújo, das Relações Exteriores, corroborados pelo próprio presidente Bolsonaro no beija-mãos a Donald Trump, projetam ações que desfavorecem os interesses do Estado brasileiro, como é o caso da ingerência norte-americana no estratégico Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, que deverá passar à condição de mero apêndice da National Aeronautics and Space Administration (NASA), a agência do governo federal dos Estados Unidos da América para pesquisa e desenvolvimento de tecnologias e programas de exploração espacial.


Um dos programas da NASA para os próximos anos, anunciado pelo próprio Trump, é o de recolher os 96 invólucros contendo fezes e outros dejetos deixados para trás por astronautas norte-americanos na Lua. Recolhê-los nada tem a ver com algum propósito ecológico de limpar o nosso satélite, mas, com a investigação sobre a sobrevivência de micro-organismos no estéril ambiente lunar. Sim, parece brincadeira, piada de mau gosto ou “bad joke”, na língua de Mark Twain, mas, uma missão espacial está sendo planejada para isso: trazer de volta essas dejeções todas deixados por astronautas das várias missões Apollo. 

E o que tem a ver o Brasil com isso? É previsível que um foguete “limpa-bosta” parta da Base de Alcântara, no Maranhão, a qual o governo brasileiro colocou genericamente à disposição dos norte-americanos, inclusive, com assinatura de instrumento bilateral - chamado oficialmente de Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST), que cria as condições para uma atuação conjunta EUA-Brasil no CLA - pelos presidentes de ambos os países, na recente visita de Bolsonaro a Washington. Em todos os sentidos, o custo será menor do que transformar o glamuroso Canaveral Cape num mal-afamado espaço porto recolhedor de dejetos. O Brasil, sim, poderá ‘abraçar’ a missão mal-cheirosa. Isto nem é algo concreto nem tampouco um reles “fake new”, mas, algo previsível de ocorrer e que tem tudo a ver com o nível de relação política estabelecido entre o governo Trump e o de Jair Bolsonaro: senhor e servo, respectivamente. 

Nada de pensamentos menores e mesquinhos proto-esquerdóides: se é bom para os EUA certamente o será para o Brasil, já disse Juracy Magalhães. Tapemos o nariz e aceitemos o fado e o enfado.  Enfim, a bosta dos astronautas ianques poderá ser, também, brasileira. Ei, e  isto não se refere ao renitente complexo de vira-lata incrustado nas almas das camadas altas e médias da população brasileira, certo? 

No limite, quem sabe se até não será possível a criação de mais uma estatal - na forma de joint venture de capital norte-americano e centavos brasileiros? - cujo sugestivo nome poderá ser “Bostobras Aeroespacial”, em homenagem à invectiva bem-humorada de Mário Henrique Simonsen. Afinal, é Brasil acima de tudo. Fecha o pano.

Paulo Linhares é professor e advogado

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Sanimarcos e Gilberto analisam propostas


Deputado Federal Benes Leocádio (Foto: publicação)

O vice-prefeito de Governador Dix-sept Rosado, Sanimarcos Firmino, entrou em contato com o blog e declarou que ele e o ex-prefeito Gilberto Martins já receberam convites de mais outros três partidos.

“Estamos analisando as propostas”, disse Sanimarcos.

Convite 

Sobre a possibilidade de ingressarem no PRB, dirigido no estado pelo deputado federal Benes Leocádio, afirmou que o convite foi feito, mas até o momento não tem nada acertado em definitivo. O grupo segue com futuro indefinido.

“Estamos analisando com calma as possibilidades e convites feitos”.   

Conversa

Sanimarcos também já adiantou que nos próximos dias ele e Gilberto Martins se reunirão com o deputado federal Benes Leocádio.

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Reviravolta no MDB Dix-septiense


Sanimarcos Firmino e Gilberto Martins (Foto: publicação)

Do blog do Tio Colorau

Aconteceu no município de Governador Dix-sept Rosado um fato que ninguém jamais apostaria: o ex-prefeito Gilberto Martins (de verde) e o atual vice-prefeito Sanimarcos Firmino deixarão o MDB, e não é por vontade deles.

Gilberto Martins está no partido há 34 anos, sendo assim um dos integrantes da lista de políticos do interior que sempre foram fieis ao partido de Aluízio Alves.

Já o vice-prefeito Sanimarcos Firmino, atualmente rompido com o prefeito Antonio Bolota (PHS), está no MDB há 22 anos. Até o final de março ele era o presidente da sigla no município. Assim como Gilberto Martins, só vestiu essa cor partidária.

O fato

Tanto Gilberto como Sanimarcos foram pegos de surpresa quando acessaram os sistemas do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e viram que a diretoria do partido em Governador foi alterada, e que o atual presidente é Zeonir Júnior (Júnior de Salete), aliado do atual prefeito. Ou seja, a diretoria estadual entregou o partido ao prefeito Antonio Bolota.

A surpresa

Para tentar entender o que aconteceu, entrei em contato com o vice-prefeito, o qual confirmou que ele e Gilberto Martins realmente foram pegos de surpresa e que até agora ele, que era o presidente do partido no município há três anos, não recebeu nenhum comunicado formal ou informal acerca da mudança na diretoria local.

Até agora aguarda um comunicado do Diretório Estadual do MDB, que tem o ex-senador Garibaldi Filho como presidente, para então proceder com a entrega do material do partido em sua posse.

O motivo

Nas últimas eleições, o prefeito Antonio Bolota apoiou a candidatura à reeleição do deputado federal Walter Alves. É bem provável que nas negociações entre ambos tenha ficado acertado que o MDB seria entregue ao atual prefeito.

Racha

O episódio revela outra disputa acirrada entre o deputado federal Walter Alves e o ex-ministro Henrique Alves. Segundo outras fontes ouvidas pelo blog, Henrique pleiteou a permanência do grupo de Gilberto Martins na presidência do partido em Governador Dix-sept Rosado, mas o presidente Garibaldi Filho decidiu atender ao pleito de Walter Alves, seu filho.

E agora?

Tudo isso aconteceu após o ex-prefeito Gilberto Martins manifestar seu desejo de se candidatar a prefeito no próximo pleito, fato ocorrido na rádio local há aproximadamente 20 dias.

Não conversei com Sanimarcos sobre o destino partidário dele e de Gilberto, mas fontes consultadas pelo blog disseram que eles provavelmente irão para o PRB.

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Walter Alves manda recado para primo via Twitter

A jornalista Thaísa Galvão publicou em seu blog, na tarde desta quarta-feira (10), uma conversa via Twitter entre o deputado federal Walter Alves (MDB) e o prefeito de Coronel Ezequiel, Cláudio Marques (MDB), o “Boba”, que mostra claramente o distanciamento político entre a família Alves no estado.


(Foto: publicação)


Walter Alves diz que já comunicou a direção do partido que ele e o pai, o ex-senador Garibaldi Alves (MDB), deixarão o partido se o ex-deputado federal Henrique Alves (MDB) assumir a legenda. 


E mais, assegurou que não tem relação pessoal e política com o primo, Henrique Alves, há anos.


Resta saber, se a mensagem enviada foi previamente combinada e tem o aval de seu pai, Garibaldi Filho, com quem o ex-deputado Henrique Alves mantém uma relação fraternal. Aguardemos...

Greve de professores é mantida


(Foto: publicação)

A greve dos professores municipais completou nesta terça-feira (09) 32 dias. Em assembleia na manhã de hoje, os professores deliberaram em assembleia que irão continuar.

E mais, ficou acertado que o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (SindSerpum) irá requerer ao Ministério Público a realização de uma Audiência Conjunta de Negociação para discutir a pauta de reivindicação, já que a PMM até o momento não sinalizou para abertura de diálogo.

A assembleia de hoje contou com a presença do advogado Lindocastro Nogueira, da assessoria jurídica do Sindiserpum, que esclareceu alguns pontos de apreensão dos professores, principalmente após a ameaça da Prefeitura de que irá cortar o ponto dos professores em greve.

O advogado esclareceu que a Prefeitura não pode cortar o ponto dos professores, tendo em vista que a greve não foi judicializada, nem julgada ilegal.

Ainda lembrou que o direito de greve resguarda os professores e que, cortando o ponto, a Prefeitura também estará comprometendo o calendário letivo dos alunos, tendo em vista que desobriga os grevistas a reporem as aulas.

Uma atividade da greve foi marcada para acontecer na próxima quinta-feira (11), às 8h na praça em frente à UEI Maria Salém Duarte, no bairro Belo Horizonte e uma assembleia foi marcada para a sexta-feira (12), às 15h na Estação das Artes.

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