Beto Rosado diz que a Reforma Trabalhista foi um grande avanço para o país.

beto Rosado (Foto: publicação/web) 

Filho do ex-deputado Betinho Rosado e Mary Simone, formado em Agronomia, Beto está em seu primeiro mandato de deputado federal.

O deputado Beto Rosado (PP) aceitou nosso convite e hoje é o entrevistado do nosso quadro “6eis Perguntas”. “É preciso entender também que quando falamos em segurança pública, também estamos falando de um problema social. Faltam oportunidades”, (Segurança); “Não dei atestado de honestidade, o presidente será julgado em seu tempo. (sobre a votação pelo arquivamento do processo contra o presidente Michel Temer); “Rosalba está colocando ordem na casa”, (sobre a administração municipal)... isso é só um pouco da nossa conversa com o deputado, que desde o primeiro momento se mostrou solícito ao nosso convite.

Vamos à leitura...

1- Deputado, o governador Robinson Faria sempre enfatizou em sua campanha eleitoral que seria o Governador da Segurança. No entanto, desde o início de sua gestão administrativa, é nítido que a segurança pública é um dos mais graves problemas do RN. Na sua opinião, a falta de segurança pública no Estado é um problema decorrente de falta de recursos financeiros ou provém da ausência de uma política pública efetiva, competente? É problema de falta de dinheiro ou de falta de gestão?

BR- A falta de segurança pública é um problema nacional. Entendemos que, historicamente, faltam recursos suficientes para o setor, além de má gestão desses recursos quando destinados para os estados. No Rio Grande do Norte tivemos alguns agravantes como a guerra entre facções e as sucessivas fugas que potencializaram a insegurança no nosso estado. Mas, isso não significa que o governo está inerte. É preciso entender também que quando falamos em segurança pública, também estamos falando de um problema social. Faltam oportunidades. Em 2017 chegamos a marca de 13 milhões de desempregados no país. Precisamos lutar para tirar o país da crise econômica. Um grande avanço foi a reforma trabalhista que aprovamos na câmara.


2- O senhor votou a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e votou pelo arquivamento da denúncia contra Michel Temer. O senhor agiu por conveniência nestas votações?

BR- Não há conveniência particular e sim coletiva. Julgamos atos de improbidade administrativa no governo anterior que levaram o país para uma profunda crise econômica. A denúncia do presidente Temer é um voto delicado, haja vista a profunda impopularidade do presidente. Tínhamos o risco de ter mais dois presidentes antes das eleições do próximo ano, escolhidos sem participação popular.  O que busquei foi garantir alguma possibilidade de estabilidade econômica. Não dei atestado de honestidade, o presidente será julgado em seu tempo.

3- Sobre a Reforma Trabalhista, ela não recebe críticas apenas dos sindicatos, mas também de órgãos da Justiça do Trabalho e grande parte da população ficou contra essa reforma. O senhor em algum momento temeu pela desaprovação popular, por alguma rejeição ao seu nome, por um eventual insucesso eleitoral como consequência do voto a favor e defesa dessa Reforma?

BR- A reforma trabalhista foi um grande avanço. Hoje temos 13 milhões de desempregados sonhando por uma oportunidade de trabalho que virá através da flexibilização que criamos. Sindicatos são importantes sim e eles defendem o coletivo. Porém eles têm que compreender esse delicado momento que vivemos e defender coletivamente não apenas o trabalhador empregado mas também aquele que está perdendo o emprego por excesso de regras e penalidades. A justiça do trabalho já reclama das relações do trabalhador com o empregador, pela nova lei muitos acordos não precisarão passar pela justiça. Obviamente temo pela rejeição de qualquer ação do meu mandato, o tempo dirá sobre decisões acertadas ou não. Democracia é o eleitor poder escolher a continuidade ou não do trabalho do político.

4- Como o senhor analisa os primeiros oito meses da gestão de Rosalba Ciarlini (PP), ela está correspondendo às expectativas?

BR- Rosalba está colocando ordem na casa. Os gastos com o funcionalismo na gestão anterior comprometeram o orçamento municipal. Numa situação como esta, os primeiros meses sempre são mais duros, mas Rosalba mostra muita competência, tem pulso firme na organização financeira. Isso colocará Mossoró no eixo do desenvolvimento. Estou trabalhando em parceria com a prefeita para garantir emprego, renda e serviços de qualidade no município.

5- Em conversa com o blog da Chris o senhor disse que dará mais atenção a sua cidade, Mossoró. Em que sentido essa atenção será mais ostensiva?

BR- Em vários pontos. Cito que quando discutimos alguns ajustes fiscais em 2015, na câmara lutei e consegui uma alíquota especial para empresas de call center - a exemplo da A&C que temos aqui em Mossoró, garantindo o crescimento de empregos. Hoje temos 5 mil empregos gerados por essa empresa em nossa cidade. O setor salineiro também tem minha atenção. O sal brasileiro possui uma proteção de mercado pela disputa com o sal do Chile. Essa medida está perdendo a validade agora em 2017. Fiz uma atuação importante com o ministro Padilha, presidente do conselho que julgou a manutenção dessa medida, e conseguimos garantir por mais 4 anos a proteção do nosso sal. Isso é garantir a sustentabilidade do mercado que mais emprega em nossa região. Recentemente o presidente foi à China tratar de acordos comerciais com o país. Conseguimos incluir na pauta de negociações a entrada do nosso melão no mercado chinês. Com ‘isso, poderemos dobrar toda nossa produção, gerando milhares de empregos para Mossoró e região. Além dessas ações temos muitos recursos sendo alocados em nosso município, principalmente na área da saúde. Aproveito o espaço para convidar a população de Mossoró a acompanhar nossa atuação parlamentar através do nosso site: www.betorosado.com.br e das nossas redes sociais.


6- Em recente entrevista à revista Veja, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) disse que às vezes chega a omitir sua qualidade de senador, isso por causa da revolta da população com a classe política. Como o senhor observa essa situação?

OBS- O deputado Beto Rosado não respondeu a essa pergunta justificando que não leu a entrevista do senador Tasso Jeireissati.

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